Semeando às margens do Córrego das Corujas

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Desde 2017, nossa comunidade tem acesso a um terreno vazio na Rua Natingui para atividades pedagógicas que envolvam o contato direto com a natureza, ainda que em sua forma urbana.

Situados como estamos às margens do córrego das Corujas [1], corpo d’água que é contribuinte do Rio Pinheiros, pensamos que estas atividades precisam se relacionar de forma harmoniosa com este território, criado pela natureza com suas águas e geologia, intensamente transformado pelo Homem.

As primeiras atividades ali foram a de limpeza do local, terreno de pouco mais de 1.000m2, mas com muitos metros cúbicos de entulho… Os vizinhos logo notaram a nossa presença, já que a ação afastou ratos, baratas, escorpiões e outros indivíduos não tão bem vindos!

Ainda em 2017, realizamos um mutirão para plantio de flores como lavandas, grama amendoim e lantanas, pintura dos muros, limpeza do mato entre o terreno e o córrego, enfim, deixar o local mais adequado para receber as atividades das crianças. Foi um dia de muito trabalho e alegria, com um gostoso lanche comunitário para celebrar.  Logo a classe do 3o. ano, com apoio do Cézar e do Germano, iniciou a horta e o plantio do trigo, culminando com a confecção de um forno para assar o pão feito com a farinha produzida pelas crianças! Quando as plantas começaram a crescer, borboletas, joaninhas e diferentes tipos de abelhas vieram habitar o ecossistema que começou a se regenerar. É emocionante vivenciar como a natureza se auto regula assim que lhe damos alguma chance…


 

 

 

 

 

 

Agora, em 2018, retomamos o cuidado com a horta, já que outro 3o. ano veio com muita vontade de colocar a mão na terra! Por isso, desde o final de abril, convidamos pais e mães que queiram ajudar a carpir, limpar, cuidar dos novos canteiros. No dia 05 muitos vieram trabalhar nesse chão, que agora está pronto para receber a nova horta. Assim como a do ano passado, seguimos os princípios holísticos dos sistemas agroflorestais sucessionais[2] e da agroecologia [3], explorando um novo movimento para o plantio dando ao canteiro a forma de uma espiral. Conseguimos doação de mudas orgânicas e de insumos para esta fase da horta. O mutirão é um momento gratificante, em que todos trabalham para um objetivo comum, experiência que nos une e nos nutre em múltiplos sentidos.

 

 

 

 

 
Pensamos em outras ações futuras para trazer ainda mais vida para o terreno. Junto com a comunidade, queremos cuidar agora dos fundos, lá pertinho do rio, revitalizando aquele espaço. Planejamos ainda a construção de um viveiro de mudas para multiplicar as conquistas do plantio comunitário e espalhar mais sementes por aí! E, pra fechar este semestre, as crianças plantarão o trigo ao final de junho, reverenciando este cereal ancestral, um dos alimentos fundamentais da humanidade.

 

 

 

 

 

 

 

Vamos precisar de muita ajuda de todos, pois as plantas dependem do nosso acompanhamento constante e regas frequentes, sobretudo nos meses de estiagem. E nossos sonhos para esta várzea de rio são imensos! Quem vem com a gente?
Com gratidão,

Comissão de Meio Ambiente

arete-ambiente@googlegroups.com

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